Sem título.
Dos teus seios à boca incerta,
A noite inteira de amor nos espera
Despejando letras em rimas raras
Na tua pele a estrofe se espaça
Trêmulos lábios limpios
Entre estados nulos
Sedutores e carnudos
Peixes rasos dos teus rios perenes.
Henri Lobo
sábado, 10 de setembro de 2016
For the queen.
Tears from the curtains
I shall see the day mourning from within
The strains of your hair in my skin
All the curls of the rivers on the mountains
Falling like tears from the curtains
I'm not naive, and you're not a fool
We burn indeed we stay so cool
My instincts assure my fingers are right
When I grasp your waist close to mine
No fears however the fear of the night
From the past of my days so bright
Shall shine with you again
Tears from the curtains
And the furniture of the room,
Witnessed a love in bloom.
I shall see the day mourning from within
The strains of your hair in my skin
All the curls of the rivers on the mountains
Falling like tears from the curtains
I'm not naive, and you're not a fool
We burn indeed we stay so cool
My instincts assure my fingers are right
When I grasp your waist close to mine
No fears however the fear of the night
From the past of my days so bright
Shall shine with you again
Tears from the curtains
And the furniture of the room,
Witnessed a love in bloom.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Princesa Daiana.
Meio Vazio
Meio Distante
Meio inseguro
Meio Distante
Meio inseguro
Quero segurar tua insegurança
No meu conforto
Envolver com meus braços o teu
Sorriso torto
Ser cativo sob a agulha do teu salto
Acordar de noite em sobressalto
Com medo do teu indecifrável desejo
Perder meus sonhos nas curvas dos teus seios.
Sem peso nem força para escrever
Esvair-se de mim, preencher-me de você;
E sem prazo nem tempo pra tua magia arcana
Ser teu lobo sem Lua, Daiana.
Tingido de Ébano
-
Saber sentir
Do eterno verso o inverso
Do saber eterno que há perto
O aperto
Do meu corpo no céu preto
Saber
Do perigo já é coisa pouca
Gozar dos astros no céu da tua boca
Dormir em teus braços com meus sonhos dentro
Embalado nos teus cabelos de incenso
Sentir das peles o contraste
Teu rastro no meu final de tarde
Mergulhando um n'outro universo
Sem um inverso em nós e nós
Só nós, só nossos
Tingidos de ébano.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Mímesis
A solidão cobra seu preço com pedras amargas.
Se nos anseios dela encontrei meus alívios
Quais serão então meus livros não lidos?
Se na fome, na dor e na cova rasa
Senti saciedade, alívio e altas casas.
Meu caro e profundo alívio é desonesto
Não há dor que se extingua por completo
Tudo no meu peito é fugaz e incerto.
Nesses dias em que me abandonei encontrei algo muito mais profundo,
Um espaço
Qualquer
No mundo
Em que eu pudesse existir sitiado em um castelo de tuas sólidas decisões.
Mas não sou criança, nem jovem, nem poeta
Sou um homem cuja ossatura já amarela
Ao primeiro sinal de fraqueza de espírito
Não cabe mais dor em meu viver ímpio
Já no escuro não me cabe o "algo melhor"
Cabe apenas o dia de amanhã,
E o outro depois.
E todos os outros.
Até preencher o dique vazio do meu peito
Com as pedras amargas
Da solidão.
domingo, 27 de março de 2016
Um poema oral.
Conversei com teu ventre em idiomas duvidosos
Não havia entre nós, porém, diálogos e corpos
Busquei incessantemente por um ditongo
Não havia, ainda, o afã do estrondo
Como um arco sem flecha e um alvo sublime
O arqueiro idiomático em ponto máximo atinge
Cruel, retesei tuas coxas para atrasar o disparo
Naqueles segundos em que o pensar é raro
Tal como chuva em terra ardente entramos,
No lugar onde, somos mais humanos
De onde jamais deveríamos sair.
Arraigar dos prantos em rosto mundano,
No momento onde, tudo é desengano
E o prazer mais certo pode então, existir.
Não havia entre nós, porém, diálogos e corpos
Busquei incessantemente por um ditongo
Não havia, ainda, o afã do estrondo
Como um arco sem flecha e um alvo sublime
O arqueiro idiomático em ponto máximo atinge
Cruel, retesei tuas coxas para atrasar o disparo
Naqueles segundos em que o pensar é raro
Tal como chuva em terra ardente entramos,
No lugar onde, somos mais humanos
De onde jamais deveríamos sair.
Arraigar dos prantos em rosto mundano,
No momento onde, tudo é desengano
E o prazer mais certo pode então, existir.
quarta-feira, 23 de março de 2016
Homicídio amoroso em três tiros.
Tiro I.
Da silenciosa forma mística de um caminhar vazio,
Encontrei no rasgar do peito um vagar onírico,
Ora, se somos pois, apegos de um vassalo
Caminhemos os dois na marcha de um cavalo
Metálico
Encontremos a noite em sua poderosa metafísica,
Encontremos em morte sua prosa tão bonita
Que vida? Que anseio? Que dor? Que salas?
Abrem as portas em suas mandalas
Anêmicas
Até que encontremos aquele lugar calmo
E as fodas passem a ser sistêmicas
Como numa equação matemática reduzida a 1/4
Pesemos nosso medo e dormiremos por acaso.
Tiro II.
Meus mais fiéis amigos me foram explícitos,
Pare de se jogar sem antes mensurar o rio
Ah, mas da correnteza da paixão ninguém me segura
Entro em corpo frio com água quente e cara dura
Tão certo.
Sinto o cheiro de algo que já conheço,
Ignoro tão bem o aviso que me percebo
Sentimentalmente em um profundo apego
Com fungos nas paredes do desejo.
Tão sábio.
Que achei que se soubesse mesmo, faria sentido
Estaria naquela fome por algo tão proibido
Mas não, SANGRO, mas não SANGRO.
Sou espaço em pouco com um tom de espanco.
Tiro III.
Caso este poema se torne mesmo real
Que será do sentido de algo tão banal
Quanto uns beijos e uns amassos sortidos
Como num pano de confetes carcomidos.
Olha, se te digo que do peito me sai uma rajada
Tu me oferecerias um colete a prova de nadas?
Que tão solícita paixão é essa que me domina
Que tão mórfica é essa solidão que desatina
Magnífica
Em tuas coxas encontrei o nectar ferino
Provei dos medos do meu próprio destino
Sozinhos não estávamos, Nem a luz permitia
Que aquilo acontecesse sob o olhar de uma forma satírica
Pela janela.
E agora o que sou em em pedaços dessa tragédia
Que não sou mais, nem menos, que poeta.
Mas que ser algo tão pobre é não menos duvidoso
Que viver a vida toda em busca de sufoco.
O ar que me falta é o que tampaste os teus pulmões.
Bang.
Da silenciosa forma mística de um caminhar vazio,
Encontrei no rasgar do peito um vagar onírico,
Ora, se somos pois, apegos de um vassalo
Caminhemos os dois na marcha de um cavalo
Metálico
Encontremos a noite em sua poderosa metafísica,
Encontremos em morte sua prosa tão bonita
Que vida? Que anseio? Que dor? Que salas?
Abrem as portas em suas mandalas
Anêmicas
Até que encontremos aquele lugar calmo
E as fodas passem a ser sistêmicas
Como numa equação matemática reduzida a 1/4
Pesemos nosso medo e dormiremos por acaso.
Tiro II.
Meus mais fiéis amigos me foram explícitos,
Pare de se jogar sem antes mensurar o rio
Ah, mas da correnteza da paixão ninguém me segura
Entro em corpo frio com água quente e cara dura
Tão certo.
Sinto o cheiro de algo que já conheço,
Ignoro tão bem o aviso que me percebo
Sentimentalmente em um profundo apego
Com fungos nas paredes do desejo.
Tão sábio.
Que achei que se soubesse mesmo, faria sentido
Estaria naquela fome por algo tão proibido
Mas não, SANGRO, mas não SANGRO.
Sou espaço em pouco com um tom de espanco.
Tiro III.
Caso este poema se torne mesmo real
Que será do sentido de algo tão banal
Quanto uns beijos e uns amassos sortidos
Como num pano de confetes carcomidos.
Olha, se te digo que do peito me sai uma rajada
Tu me oferecerias um colete a prova de nadas?
Que tão solícita paixão é essa que me domina
Que tão mórfica é essa solidão que desatina
Magnífica
Em tuas coxas encontrei o nectar ferino
Provei dos medos do meu próprio destino
Sozinhos não estávamos, Nem a luz permitia
Que aquilo acontecesse sob o olhar de uma forma satírica
Pela janela.
E agora o que sou em em pedaços dessa tragédia
Que não sou mais, nem menos, que poeta.
Mas que ser algo tão pobre é não menos duvidoso
Que viver a vida toda em busca de sufoco.
O ar que me falta é o que tampaste os teus pulmões.
Bang.
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