Se nos anseios dela encontrei meus alívios
Quais serão então meus livros não lidos?
Se na fome, na dor e na cova rasa
Senti saciedade, alívio e altas casas.
Meu caro e profundo alívio é desonesto
Não há dor que se extingua por completo
Tudo no meu peito é fugaz e incerto.
Nesses dias em que me abandonei encontrei algo muito mais profundo,
Um espaço
Qualquer
No mundo
Em que eu pudesse existir sitiado em um castelo de tuas sólidas decisões.
Mas não sou criança, nem jovem, nem poeta
Sou um homem cuja ossatura já amarela
Ao primeiro sinal de fraqueza de espírito
Não cabe mais dor em meu viver ímpio
Já no escuro não me cabe o "algo melhor"
Cabe apenas o dia de amanhã,
E o outro depois.
E todos os outros.
Até preencher o dique vazio do meu peito
Com as pedras amargas
Da solidão.
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