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Saber sentir
Do eterno verso o inverso
Do saber eterno que há perto
O aperto
Do meu corpo no céu preto
Saber
Do perigo já é coisa pouca
Gozar dos astros no céu da tua boca
Dormir em teus braços com meus sonhos dentro
Embalado nos teus cabelos de incenso
Sentir das peles o contraste
Teu rastro no meu final de tarde
Mergulhando um n'outro universo
Sem um inverso em nós e nós
Só nós, só nossos
Tingidos de ébano.
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