sábado, 7 de janeiro de 2012

Let there be love.

 Quem não escuta música não tem direito de falar de Deus. Quem não se apaixona pela própria vida não tem o direito de falar de Deus. Quem não ama os próximos como a si mesmo não deve repetir as palavras de Jesus.


 Como podem pedir benção sem dançar? Dançar é uma das maiores bençãos da vida, amar é provávelmente a maior delas.( Quando eu canto eu sinto a essência divina da felicidade vibrando em minhas cordas vocais). Essas mulheres que gritam e berram para que o capeta seja amarrado na igreja deveriam apenas dar uma chance a si mesmas de serem felizes.

 Vai ver são elas que estão amarradas.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O valor das experiências.

 Humildade é uma palavra chave para se entender o valor de cada experiência. Começa por não pensar que experiência é apenas um momento marcante ou uma pessoa indiferente que passou pela sua vida, mas sim cada minuto de existência desde que vivido sem medo e sem barreiras.
 O que seriam as barreiras e o medo? Medo de perceber que você não sabe nada. Medo de perceber que até mesmo aquela pessoa ignorante tem o que lhe ensinar. Barreiras que impedem que você fale com estranhos (assim evitando a conversa consigo), barreiras sociais encrustradas na personalidade moderna cristã e que não fazem sentido algum.
 É o mesmo medo que nós temos ao ver um louco na rua feliz. É aquele medo no fundo do coração de aceitar que ali reside uma felicidade verdadeira. É aquele medo que faz com que nos perguntemos o porque de termos chegado até aqui. Se você sente esses medos você não seria capaz de entender o que eu falo, faço e escrevo. Porque uma vez tendo pensado racionalmente sobre a morte autoprovocada todos os tipos de protocolos sociais perderam o sentido. Não sou nem moral nem amoral, sou paciente. Sei esperar a minha hora e escrever o que sinto. E não tenho medo das minhas potências.
 Precisamos aprender a ser humildades. Humildade em aceitar um nascer do sol como uma benção maior que ganhar na loteria. Que adiantaria todo o dinheiro do mundo e não sentir-se aquecido pelo sol? Humildade para baixarmos a cabeça quando estamos certos, pois sabemos que mais hora menos hora aquela pessoa à que falamos entenderá a nossa mensagem.
 Humildade permite que exista a esperança. Humildade de aceitar que o amanhã está tão distante quanto perto, que as coisas serão melhores e que não temos a mínima ideia do que será feito da nossa vida, sendo misteriosos os desígnios do destino. Humildade de aceitar que somos pequenos em tamanho porém majestosos em vida.
 Sendo assim, vivencio todos os momentos sem perguntar-me o porque de estar ali, e o porque das coisas serem como são. Se pudesse eu mudaria alguns fatos do passado, mas no que isso resultaria? Preciso ser humilde e aprender que eu acabei de começar a minha vida e não posso saber tanto quanto imagino saber. A verdadeira jornada começa todos os dias, dentro de cada um. E eu não sei quantos passos eu já dei hoje.

Reescrevendo.

Outrora Sábio.

  Hei de perguntar-me sempre o motivo que levou a minha vida a caminhar desta maneira. Como sabemos, o que não podemos explicar racionalmente, tentamos buscar no étero a resposta. À despeito da essência, essa eu domino bem. Sei quem eu sou. Mas nunca entendi o que são os outros, e não consigo evitar um pouco de dor ao tentar responder tal pergunta.
  Muitas vezes quem nós achamos que irá ficar ao nosso lado se vai. Isso é normal. A peculiaridade que me levou a escrever esse texto, e a repensar minha vida como um todo é que nós aprendemos muito mais com quem nos odeia do que com quem amamos. Nada representa melhor a essência de uma pessoa que aquilo que ela abomina. Acho que plagiei Nietzsche agora. Enfim, aquelas pessoas mais improváveis são as que mudaram a minha vida significativamente. Isso me deixa claro que, meu primeiro instinto afetivo deve ser meticulosamente observado, já que ele sempre erra. Aquela pessoa que sorrimos, aquela pessoa que olhamos no fundo dos olhos - ela é a potencialmente capaz de fazer você chorar.
  Calma, calma, eu não sou uma menina de 15 anos chateada com meus casinhos amorosos. Sou um homem já perto dos 20 anos e uma boa camada de gelo pelo lado de fora. E tento entender porque as pessoas que transpõe a minha camada de gelo sempre me machucam. Hoje em dia já não machucam porque embaixo da principal existe uma secundária, fortalecida por pensamentos provenientes das experiências anteriores.
  Sou um homem a procura de paz, de sabedoria. Já não procuro compania pois hoje entendo que a solidão física e emocional é tremendamente egoísta. Nunca estamos sozinhos, só quando queremos acreditar nisso. Vê-se que não há magoas em meu texto, embora meu coração esteja apertado.
  Para encerrar esse texto eu queria deixar duas coisas claro - A primeira é que eu queria que a vida tivesse pegado um cadinho mais leve, para que meus olhos expressassem felicidade mais frequentemente, embora eu ame quem eu sou. A segunda é que eu amo aqueles que me odiaram, que me ignoraram... e principalmente os que ficaram em silêncio e me transmitiram em olhar sabedoria superior a de milhares de livros.