Eu achei,
Que esse roxo no teu peito fosse gozo
Mas errei
Que teu pranto é em carne como osso
Eu sangrei
O asco deste ato tão voluptuoso
Ludibriei
A falta de algo tão mais majestoso
Fomos em carne a tua memória falha
Fomos murro de flecha em poça d'água
Fomos em medo o teu saber errado
Fomos tiro de trovão em céu cerrado
E disto, tiramos muito pouco.
Uma marca, um anseio, tosco.
Não se faz amor assim tão forte,
Sem que se perca algo ao norte
Sem que se perca algo no fundo.
O que fizemos foi imundo.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Água oxigenada.
Às vezes lágrimas não são o suficiente.
Aqui estou eu. Homem feito, e ao mesmo tempo quebrado. Expondo da mesma forma que expus quando comecei a escrever, tentando mostrar algo para o mundo e que ele refletisse de mim uma visão mais real. Dentro de mim tudo é fantasia.
Há muito tempo estou fugindo de mim. Coisas irresolvidas no pântano da minha sobriedade, entorpecidas e diafragmadas em rajadas de perfume grotesco. Entreguei-me ao horror para não encarar a mim mesmo.
Sim, a superficialidade é como uma droga. Poderosa, inebriante, antidepressiva. Mas existe algo dentro de mim rugindo, uma dor que precisa ser posta para fora.
Eu amei. Amei como um homem deve amar. Fui completamente sóbrio do que estava fazendo, sem êxtase de paixão, sem necessidade de poesia. Aprendi a amar dia após dia.
Desfiz-me da armadura de escuridão, solidão e silêncio. A morte que caminhava junto comigo extinguiu-se junto à sombra quando a luz de um amor, de um sentimento mais profundo que a vida irradiou.
Irradiou e queimou meus medos. Mas queimou também meu coração e meus sentidos.
E fui abandonado. Fui largado. Fui deixado por não ser capaz de prover a um relacionamento suas coisas básicas. Estabilidade, conforto e isso dói. Dói de uma forma que nem todas as palavras seriam capazes de descrever. Dói como jamais doeu nenhuma dor, nem a de perder alguém para a morte, pois sabemos que a morte é irremediável. Inevitável.
O amor não.
Ele escolhe você e você o escolhe.
E isso depois se torna a face mais cruel do que você passou.
Vejo pessoas dizendo que eu preciso viver mais, sair mais, transar mais.
Não, eu não suporto esse mundo de apelos vazios. Faz um mês que estou solteiro e acompanhado. Nunca estive tão sozinho. Nem quando estive só. Nem quando a minha solidão me afastava do mundo.
O que dói é saber que eu devia ter morrido jovem. Não há sentido em ser suicida, sem tirar a própria vida. Eu deveria ter morrido cedo.
Não, não é um ápice de depressão e eu não vou me matar. Estou apenas constatando
Ou morremos logo ou vemos todos os nossos ideais de juventude afundar-se em contas para pagar, viagens não feitas, móveis não comprados... Eu que sou de aço me vi amargar não poder ir a um restaurante.
MAS QUE MISÉRIA DE MUNDO HORROROSO.
Quer dizer que somos isso? Dinheiro? Essa é a medida de toda a existência?
Não, não tenho porque continuar vivo, embora continuarei.
Nesse momento reaproximar-se da morte é a única forma de enxergar a vida por uma lente que não esteja embaçada pelo mundo.
Preciso me contorcer de dor. Preciso gritar no travesseiro, preciso urrar e cortar a própria pele. Expurgar o mal que existe em mim até que ele se torne luz.
"Você deve viver mais" o que podem dizer essas pessoas que não amaram a alguém mais do que a si mesmas? O que dizer dessas pessoas que não sentiram que a vida se perderia caso perdessem a amada?
E eu perdi. Perdi meu amor. Perdi meu centro do mundo, porém, eu não sou um só. E a saudade de quem eu era com ela chega a torturar. Sim, eu sei que amarei denovo. Isso me sustenta. Eu sei que a vida não acabou.
Mas aquele rapaz está morto. Entre os escombros do meu apartamento.
Encontro pedaços de quem eu era e de como eu vivi.
Eu sei que eu não era feliz, mas eu não precisava
pois eu não era só.
Mas depois de tudo isso eu sei que me reerguerei, não precisa me avisar. Sim, eu serei mais forte e mais maduro do que a maioria dos homens na minha idade. E não adianta fingir que eu quero ser jovem porque não quero. Nesse exato momento eu sou apenas um homem que voltou a ser garoto. Estou quebrado e perdido.
Aqui estou eu.
Que agora cicatrize as feridas.
Basta oxigenar e as bactérias pútridas se eliminam.
Neste exato momento, pela primeira vez em um bom tempo na minha vida, eu sou de verdade.
Bem vindo de volta Adonay.
Quanto tempo não estivemos juntos.
Aqui estou eu. Homem feito, e ao mesmo tempo quebrado. Expondo da mesma forma que expus quando comecei a escrever, tentando mostrar algo para o mundo e que ele refletisse de mim uma visão mais real. Dentro de mim tudo é fantasia.
Há muito tempo estou fugindo de mim. Coisas irresolvidas no pântano da minha sobriedade, entorpecidas e diafragmadas em rajadas de perfume grotesco. Entreguei-me ao horror para não encarar a mim mesmo.
Sim, a superficialidade é como uma droga. Poderosa, inebriante, antidepressiva. Mas existe algo dentro de mim rugindo, uma dor que precisa ser posta para fora.
Eu amei. Amei como um homem deve amar. Fui completamente sóbrio do que estava fazendo, sem êxtase de paixão, sem necessidade de poesia. Aprendi a amar dia após dia.
Desfiz-me da armadura de escuridão, solidão e silêncio. A morte que caminhava junto comigo extinguiu-se junto à sombra quando a luz de um amor, de um sentimento mais profundo que a vida irradiou.
Irradiou e queimou meus medos. Mas queimou também meu coração e meus sentidos.
E fui abandonado. Fui largado. Fui deixado por não ser capaz de prover a um relacionamento suas coisas básicas. Estabilidade, conforto e isso dói. Dói de uma forma que nem todas as palavras seriam capazes de descrever. Dói como jamais doeu nenhuma dor, nem a de perder alguém para a morte, pois sabemos que a morte é irremediável. Inevitável.
O amor não.
Ele escolhe você e você o escolhe.
E isso depois se torna a face mais cruel do que você passou.
Vejo pessoas dizendo que eu preciso viver mais, sair mais, transar mais.
Não, eu não suporto esse mundo de apelos vazios. Faz um mês que estou solteiro e acompanhado. Nunca estive tão sozinho. Nem quando estive só. Nem quando a minha solidão me afastava do mundo.
O que dói é saber que eu devia ter morrido jovem. Não há sentido em ser suicida, sem tirar a própria vida. Eu deveria ter morrido cedo.
Não, não é um ápice de depressão e eu não vou me matar. Estou apenas constatando
Ou morremos logo ou vemos todos os nossos ideais de juventude afundar-se em contas para pagar, viagens não feitas, móveis não comprados... Eu que sou de aço me vi amargar não poder ir a um restaurante.
MAS QUE MISÉRIA DE MUNDO HORROROSO.
Quer dizer que somos isso? Dinheiro? Essa é a medida de toda a existência?
Não, não tenho porque continuar vivo, embora continuarei.
Nesse momento reaproximar-se da morte é a única forma de enxergar a vida por uma lente que não esteja embaçada pelo mundo.
Preciso me contorcer de dor. Preciso gritar no travesseiro, preciso urrar e cortar a própria pele. Expurgar o mal que existe em mim até que ele se torne luz.
"Você deve viver mais" o que podem dizer essas pessoas que não amaram a alguém mais do que a si mesmas? O que dizer dessas pessoas que não sentiram que a vida se perderia caso perdessem a amada?
E eu perdi. Perdi meu amor. Perdi meu centro do mundo, porém, eu não sou um só. E a saudade de quem eu era com ela chega a torturar. Sim, eu sei que amarei denovo. Isso me sustenta. Eu sei que a vida não acabou.
Mas aquele rapaz está morto. Entre os escombros do meu apartamento.
Encontro pedaços de quem eu era e de como eu vivi.
Eu sei que eu não era feliz, mas eu não precisava
pois eu não era só.
Mas depois de tudo isso eu sei que me reerguerei, não precisa me avisar. Sim, eu serei mais forte e mais maduro do que a maioria dos homens na minha idade. E não adianta fingir que eu quero ser jovem porque não quero. Nesse exato momento eu sou apenas um homem que voltou a ser garoto. Estou quebrado e perdido.
Aqui estou eu.
Que agora cicatrize as feridas.
Basta oxigenar e as bactérias pútridas se eliminam.
Neste exato momento, pela primeira vez em um bom tempo na minha vida, eu sou de verdade.
Bem vindo de volta Adonay.
Quanto tempo não estivemos juntos.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Negligência
Eu quero ver o sol se debruçando no seu colo,
enquanto meus lábios deslizam sobre teu arrepio.
Quero sentir o medo de perder o sossego
e no calor acordar com frio.
Quero saber do apego de amar vazio
Sem pedir do outro um abrigo
Dor excruciante, prazer proibido
Deleite da dor é amar sozinho
Sem graça nem lágrima
Sem cor nem raça
Só o corpo em desgraça
Em medo e em trágicas,
Sombrias palavras
Gozar o nada.
Fervor reprimido
Gemidos como gritos
Tingiram a parede do quarto
Em seus tons sustenidos
Trouxeram do seio um recado
Dedos como tiros
Atravessaram o corpo marcado
Em seus rojões contidos
Amargaram a cinza do cigarro
Porque te conténs, donzela
Ante a dor do indizível
Liberte a aquarela
Pinte meu corpo em mimos
Derrete em meu corpo a vela
O desejo em sí, incontível.
Tingiram a parede do quarto
Em seus tons sustenidos
Trouxeram do seio um recado
Dedos como tiros
Atravessaram o corpo marcado
Em seus rojões contidos
Amargaram a cinza do cigarro
Porque te conténs, donzela
Ante a dor do indizível
Liberte a aquarela
Pinte meu corpo em mimos
Derrete em meu corpo a vela
O desejo em sí, incontível.
Throw back poem
Trazendo algumas coisas velhas mas nem tanto de volta à vida.
SÁBADO, 27 DE FEVEREIRO DE 2010
domingo, 20 de setembro de 2015
Strange porn
The sky was purple
Beneath the oath of never
Under the fear of a better
Taste of sorrow
Beneath the oath of never
Under the fear of a better
Taste of sorrow
The hold and thigh
The knees embrace
The sky was purple
The earth in grace.
The knees embrace
The sky was purple
The earth in grace.
Oh bleed my Sin
For the night of shame
The sky was purple
The end of fame
For the night of shame
The sky was purple
The end of fame
Reaper of steel
Black and gray
The sky was blind
The pain was drained
Black and gray
The sky was blind
The pain was drained
The dance of fingers
The night of flame
The sky was purple
The night of flame
The sky was purple
And soaked with you.
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