sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Reescrevendo.

Outrora Sábio.

  Hei de perguntar-me sempre o motivo que levou a minha vida a caminhar desta maneira. Como sabemos, o que não podemos explicar racionalmente, tentamos buscar no étero a resposta. À despeito da essência, essa eu domino bem. Sei quem eu sou. Mas nunca entendi o que são os outros, e não consigo evitar um pouco de dor ao tentar responder tal pergunta.
  Muitas vezes quem nós achamos que irá ficar ao nosso lado se vai. Isso é normal. A peculiaridade que me levou a escrever esse texto, e a repensar minha vida como um todo é que nós aprendemos muito mais com quem nos odeia do que com quem amamos. Nada representa melhor a essência de uma pessoa que aquilo que ela abomina. Acho que plagiei Nietzsche agora. Enfim, aquelas pessoas mais improváveis são as que mudaram a minha vida significativamente. Isso me deixa claro que, meu primeiro instinto afetivo deve ser meticulosamente observado, já que ele sempre erra. Aquela pessoa que sorrimos, aquela pessoa que olhamos no fundo dos olhos - ela é a potencialmente capaz de fazer você chorar.
  Calma, calma, eu não sou uma menina de 15 anos chateada com meus casinhos amorosos. Sou um homem já perto dos 20 anos e uma boa camada de gelo pelo lado de fora. E tento entender porque as pessoas que transpõe a minha camada de gelo sempre me machucam. Hoje em dia já não machucam porque embaixo da principal existe uma secundária, fortalecida por pensamentos provenientes das experiências anteriores.
  Sou um homem a procura de paz, de sabedoria. Já não procuro compania pois hoje entendo que a solidão física e emocional é tremendamente egoísta. Nunca estamos sozinhos, só quando queremos acreditar nisso. Vê-se que não há magoas em meu texto, embora meu coração esteja apertado.
  Para encerrar esse texto eu queria deixar duas coisas claro - A primeira é que eu queria que a vida tivesse pegado um cadinho mais leve, para que meus olhos expressassem felicidade mais frequentemente, embora eu ame quem eu sou. A segunda é que eu amo aqueles que me odiaram, que me ignoraram... e principalmente os que ficaram em silêncio e me transmitiram em olhar sabedoria superior a de milhares de livros.

Um comentário:

  1. Eu complemento apropriando-me um pouco mais de Nietzsche, pois compartilho que "todas as companhias são más, a não ser que nos limitemos à nossa própria" (...)e concordo que "As pessoas mais semelhantes estão sempre em vantagem. Os mais seletos, mais delicados, mais raros, mais difíceis de compreender, esses facilmente ficam sozinhos; no seu isolamento, sucumbem aos acidentes e raras vezes se reproduzem."

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