sábado, 19 de março de 2016

Poema de dois títulos.

Onírico/Cativo



Meu cigarro já lembra o teu gosto
doce metafísica onírica do corpo
que gravastes em minhas entranhas
E se já não fosse uma arte estranha
O que mais poderia lhe contar?

Nas horas em que te ouvias falar,
Tuas palavras como música,
E como se tudo em ti já não o fosse
Da melodia suave que me trouxe
Tudo aquilo que precisava libertar.

Tuas danças e teu jeito
Acompanhar teu sorriso perfeito
Naquele sofá junto ao meu peito
Eu me deixei, livremente, encantar.

E se neste poema eu emprego infinitivo
E mais um exemplo do que não me é mais proibido
Não preciso mencionar os corpos em erupção
Teu simples olhar já é mais que a noção,
Do que me posso, se já não sou, cativo.

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