Estou em um momento que me vejo afogado em reflexões sobre o passado e sobre o presente, parte de mim busca respostas impossíveis escondidas em algum canto-não-devastado da lógica. A outra parte busca se reafirmar nas certezas antigas, no que me é calmo e confortável. Tenho medo do novo, culpa do passado, que me fez covarde. É difícil sair da caverna e olhar para a luz. É difícil descer da torre das mágoas cristalizadas e se deixar tocar por novas experiências.
Não sinto vontade de conhecer novas pessoas, não sinto vontade de viver novos dias... quero apenas o que me é conhecido e eterno, quero o calmo frio do inverno. Já é verão a tanto tempo que eu nem sei mais como é se sentir sereno e dono de si. O calor me perturba, com sua agitação incessante aumentada pela visão econômica do que é essa estação. Se o ano fosse um trem, eu pularia o verão – pegaria um expresso outono- e sairia direto no plano concreto.
Eu estou enjoado... vivo um dilema entre minha vida atual e o que ela pode vir a ser, hoje me questionei novamente se eu venci a depressão. Às vezes a gente olha pro lado e quando menos percebe lá está ela tirando a graça de tudo e tornando tudo amargo e duro.
Infrutífero este solo onde jogo minhas emoções – consigo ouvi-las caindo no chão e se partindo feito vidro barato... Até que ponto o ser humano consegue ser maltratado e continuar vivendo? Restou pouco de mim, tão pouco que eu me sinto como meia pessoa ocupando um corpo todo.
A certeza é a incerteza que permeiam sua vida, são apenas alguma das formas diferentes de encarar-la.
ResponderExcluirTantos são os que tem pouco ou menos que ti mas por terem uma visão diferente, encaram a vida com mais felicidade vendo aspectos positivos de quase tudo.
A forma como você enxerga todo esse contexto pode ser alterada, enfim podem ser N os fatores, mas vc mesmo pode torna-la mais simples. basta querer e acreditar.